A história da cerveja alemã

0,,19184475_303,00A cerveja como já é de conhecimento geral é a bebida preferida dos alemães. Cada alemão consome em média 110 litros por ano e existem 1350 cervejarias na Alemanha.
Em 23 de abril de 1516 ( a exatos 500 anos) os duques bávaros Guilherme 4º e Ludovico 10º proclamavam num decreto:
“Queremos que, a partir de agora, em nossas cidades e feiras e no campo, não se use na cerveja nada além de cevada, lúpulo e água.” Batizados de “preceito alemão de pureza” (Deutsches Reinheitsgebot), esses princípios valem até hoje, sendo vistos como selo de qualidade por todo o mundo.
A preocupação dos regentes ao impor o preceito era preservar a saúde de seus súditos. Na época a cerveja era, de fato, um gênero alimentício básico. Com teor alcoólico significativamente mais baixo do que a contemporânea, era teoricamente mais “saudável”, bebida o dia inteiro também por mulheres e até crianças.
outra preocupação: até a proclamação, entre os ingredientes comumente encontrados na cerveja constavam plantas narcóticas e tóxicas como maçã-espinhosa, meimendro ou papoula-dormideira, assim como raspas de madeira e até ferrugem.  Sem contar a água potável na  Alemanha do século 16, qoe também era cheia de agentes patogênicos. No processo de fabricação, porém a água era fervida e o lúpulo tem ação antibacteriana.
A mais antiga lei tinha também um fator econômico, já que o imposto era cobrado sobre a cevada, evitando-se assim que cereais importantes na fabricação do pão, como trigo ou centeio, fossem empregados na bebida, trazendo a ameaça de fome para a comunidade.
Só em 1907 foi imposta para todo o então Império Alemão uma lei regulamentando a fabricação da bebida. Mas ela diferia dos preceitos bávaros, pois permitia o uso de fermento e malte no lugar de cevada.
Os cervejeiros alemães não utilizam aromas artificiais, enzimas ou conservantes.
Com mais de 5.500 marcas, a Alemanha é campeã de produção no ranking europeu. No contexto mundial, contudo, ela ocupa apenas o quarto lugar em termos de volume de produção, perdendo para China, EUA e Brasil.

As dez marcas mais consumidas na Alemanha
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